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Auditoria de agentes de IA e LGPD: o que registrar

Quando um agente age em sistemas com dados de pessoas e de negócio, a trilha precisa responder quem, o quê, sob qual regra — e o que foi bloqueado.

LGPD e boa operação pedem o mesmo de um agente em produção: dar conta do que aconteceu. “O modelo decidiu” não é resposta. “Esta identidade de agente pediu esta tool, a política decidiu X, o humano aprovou Y, o sistema retornou Z” é.

Campos que importam na trilha

  • Identidade do agente (chave/agt, organização, ambiente)
  • Tool e parâmetros relevantes (com cuidado para não logar segredos)
  • Decisão de política: permitido, bloqueado, pendente de aprovação
  • Aprovador humano, quando houver
  • Resultado da execução ou motivo do bloqueio
  • Trace ID para correlacionar com o runtime e com o provedor

O que o Gaten registra

Cada chamada de ferramenta que passa pelo Gaten entra na Auditoria, inclusive o que nunca chegou ao CRM ou ao sistema de pagamento porque a política bloqueou. Provas assinadas reforçam a evidência quando o cliente pede prestação de contas.

Boas práticas

  1. Ambientes separados: Sandbox vs Produção.
  2. Poucas ferramentas permitidas no primeiro dia; ampliar com evidência.
  3. Não colocar dados sensíveis desnecessários no prompt do agente.
  4. Revisar exportações e retenção com o DPO/jurídico do cliente quando aplicável.
  5. Tratar bloqueio e negação de aprovação como eventos de primeira classe — não só “sucesso”.

Isso não substitui assessoria jurídica. Substitui a ilusão de que agente sem trilha é “só uma integração”. Documentação de Auditoria: docs.gaten.dev/guias/auditoria.

Se não dá para provar a decisão, não dá para operar agente em sistema de cliente com tranquilidade.