Auditoria de agentes de IA e LGPD: o que registrar
Quando um agente age em sistemas com dados de pessoas e de negócio, a trilha precisa responder quem, o quê, sob qual regra — e o que foi bloqueado.
LGPD e boa operação pedem o mesmo de um agente em produção: dar conta do que aconteceu. “O modelo decidiu” não é resposta. “Esta identidade de agente pediu esta tool, a política decidiu X, o humano aprovou Y, o sistema retornou Z” é.
Campos que importam na trilha
- Identidade do agente (chave/agt, organização, ambiente)
- Tool e parâmetros relevantes (com cuidado para não logar segredos)
- Decisão de política: permitido, bloqueado, pendente de aprovação
- Aprovador humano, quando houver
- Resultado da execução ou motivo do bloqueio
- Trace ID para correlacionar com o runtime e com o provedor
O que o Gaten registra
Cada chamada de ferramenta que passa pelo Gaten entra na Auditoria, inclusive o que nunca chegou ao CRM ou ao sistema de pagamento porque a política bloqueou. Provas assinadas reforçam a evidência quando o cliente pede prestação de contas.
Boas práticas
- Ambientes separados: Sandbox vs Produção.
- Poucas ferramentas permitidas no primeiro dia; ampliar com evidência.
- Não colocar dados sensíveis desnecessários no prompt do agente.
- Revisar exportações e retenção com o DPO/jurídico do cliente quando aplicável.
- Tratar bloqueio e negação de aprovação como eventos de primeira classe — não só “sucesso”.
Isso não substitui assessoria jurídica. Substitui a ilusão de que agente sem trilha é “só uma integração”. Documentação de Auditoria: docs.gaten.dev/guias/auditoria.
Se não dá para provar a decisão, não dá para operar agente em sistema de cliente com tranquilidade.